
Documento de Comunhão dos Leigos Josefinos Marellianos
XVII Capítulo Geral, Resolução
A realidade dos Leigos Josefinos Marellianos inclui todos os batizados que querem viver a espiritualidade Josefino Marelliana, no seu próprio estado de vida, de forma individual ou mantendo a própria estrutura associativa nos grupos já constituídos.
Instrumento de comunhão entre as várias realidades laicais da Congregação será a “Promessa” que todo leigo fará, depois de um período de formação segundo as indicações de cada Província e delegação. O conhecimento e aprofundamento do subsídio mensal “Sementes de espiritualidade Josefino Marelliana” permitirá a todos de continuar a formação e sentir-se unidos aos leigos Josefinos Marellianos espalhados no mundo, onde está presente a Congregação.
Que possa existir uma estrutura de coordenação internacional (equipe) formada por um Oblato e um leigo para cada Província e Delegação, presidida pelo Oblato encarregado internacional do laicato. Também cada Província e Delegação prevejam ao menos um leigo e um Oblato com a missão de coordenação dos Leigos Josefinos Marellianos em sua própria jurisdição. Os leigos Josefinos Marellianos, juntamente com os Oblatos e as Oblatas de S. José, formam a “Família Josefino Marelliana”.
- Identidade do Leigo Josefino marelliano
1 – O Espírito Santo que constrói e renova continuamente a Igreja de vários modos e com dons abundantes inspirou S. José Marello a fundar os Oblatos de S. José, uma congregação religiosa de sacerdotes e irmãos empenhada a “reproduzir na sua vida e no apostolado o mistério cristão como o viveu São José: na união com Deus, na humildade, no escondimento, na laboriosidade, na dedicação “aos interesses de Jesus”[1].
2 – O carisma espiritual e apostólico que S. José Marello recebeu do Espírito Santo é um presente não somente para a congregação por ele fundada, mas para toda a Igreja. Por isso os Oblatos de S. José se empenham não somente em ser criativamente fieis a este patrimônio espiritual que herdaram do fundador mas em transmiti-lo também a cada pessoa que deseja ser um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo e servi-lo na imitação de S. José.
3 – A riqueza e a vitalidade do carisma espiritual e apostólico de S. José Marello não produziu somente novos membros para o instituto religioso que ele fundou, mas deu vida a um ramo feminino de religiosas Oblatas de S. José. Também atraiu muitos leigos, homens e mulheres e até homens que receberam o sacramento da Ordem, a partilhar o mesmo patrimônio espiritual do fundador mesmo permanecendo em seu estado de vida, para poder responder à fundamental vocação à santidade de cada um.Todos aqueles que se empenharam a seguir e viver o espírito do Fundador e a continuar o seu carisma apostólico – religiosos Oblatos e religiosas Oblatas, ministros ordenados e fieis leigos – juntos compõem a “Família Josefino Marelliana”[2].
4 – O termo “Leigos Josefinos Marellianos” refere-se justamente a todos os fies leigos batizados que se empenam em viver a mesma espiritualidade e a participar à comum missão apostólica dos Oblatos de S. José, vivendo seu próprio estado de vida, seja individualmente, seja pela pertença ou filiação a qualquer obra espiritual e apostólica oblata, ou instituição, ou associação ou grupo.
5 – Em particular, o “Leigo Josefino Marelliano” pode ter um dos seguintes títulos, ou pode fazer parte dos seguintes grupos ou indivíduos[3]:
- OS AGREGADOS: são aqueles, que depois de uma intensa experiência da espiritualidade de S. José Marello e ter colaborado com dedicação e empenho com os Oblatos pedem para serem “agregados” à congregação com um acordo vinculante e como tais são recebidos pelos legítimos superiores. Os seus nomes e os seus contratos são mantidos num especial registro na Cúria geral.
- OS MEMBROS DA FAMÍLIA: são todos os religiosos oblatos e aqueles que se encontram na formação inicial.
- OS ALUNOS: nas casas de formação e nas escolas dos Oblatos de S. José.
- OS COOPERADORES: são grupos de pessoas que ajudam e sustentam as atividades apostólicas e missionárias dos Oblatos, e também ajudam nas casas de formação dos Oblatos nos modos e nas formas a eles possíveis.
- OS BENFEITORES: são pessoas físicas que ajudam material e financiariamente os programas formativos e apostólicos e os projetos de construção da Congregação.
- OS PARTNERS CORRESPONSÁVEIS: nos lugares onde os Oblatos desenvolvem o serviço à Igreja e à sociedade (paróquias, missões, escolas, cascas de formação, centros de trabalho social.. etc…).
- Todos os grupos associados ou as pessoas individuais (os não afiliados) que se identificam como “Leigos Josefinos Marellianos”, por ter se empenhado em viver a espiritualidade josefina marelliana e a tornar-se partners corresponsáveis da missão dos Oblatos de S. José.
6 – Todo leigo Josefino Marelliano está convencido que um aspecto fundamental da vida e da missão é o compromisso de conseguir a chamada ao crescimento e a um contínuo processo de amadurecimento, e a ter sempre mais frutos[4]. Com isso o Leigo Josefino marelliano considera a formação Josefina Marelliana como um importante meio para crescer em santidade e ser fecundo no cumprimento da própria vocação e missão.
7 – Como verdadeiro sinal da própria incorporação à família Josefino marelliana que leva a um compromisso de viver plenamente a vida cristã, seguindo o exemplo de S. José, o Leigo Josefino Marelliano faz uma “promessa” publica depois de um adequado período de formação e discernimento. E faz também todo os anos uma renovação desta promessa[5].
- Viver uma comum espiritualidade Josefino Marelliana.
8 – A espiritualidade Josefino Marelliana oferece para cada leigo Josefino Marelliano um roteiro para alcançar a santidade e satisfazer a própria vocação e missão na vida. Para caminhar nesta estrada, todo leigo Josefino Marelliano se compromete a conhecer a vida e os ensinamentos de S. José Marello e a a fazer sua a espiritualidade de S. José Marello, sem negar a sua própria identidade única como pessoa chamada por Deus com uma vocação e missão única e uma missão que requer uma sua pessoal resposta.[6] Este roteiro de S. José Marello à santidade da vida pode ser resumido nos seguintes pontos que os seus filhos e filhas espirituais se esforçam de viver.
9 – A vida escondida e silenciosamente ativa. Na carta de fundação da Companhia de S. José, S. José Marello, convidava os seus aspirantes a ter um estilo de vida que ele pensava teria dado a eles a oportunidade de “tornar-se verdadeiros discípulos de Cristo”. Em particular, este roteiro de discipulado, significava viver “com o propósito de permanecer, escondido e silenciosamente operosos, na imitação daquele grande modelo (S. José) de vida pobre e obscura” (L.108, 4 novembro 1877)[7]. A vida escondida e silenciosamente ativa é o jeito com o qual S. José expressou a centralidade de Cristo em sua vida, assim como a sua participação também ao mistério pascal de Cristo com a máxima humildade e em total abandono à vontade de Deus. Para inculcar este grande exemplo de S. José aos seus filhos espirituais, S. José Marello lhes teria sempre lembrado, usando as palavras de Paulo (Col 3,3) , “Et vita vestra est abscondita cum Christo in Deo” (a vossa vida está escondida com Cristo em Deus)[8]. A espiritualidade Josefino Marelliana encontra a sua síntese no seguimento da vida escondida e no silêncio ativo de José que da a primazia à vida interior; cultiva o valor do silêncio orante e ativo para crescer na intimidade com Deus; encontra a igualdade de espírito em viver a vida de humildade e simplicidade no meio de um mundo barulhento e autorreferencial; promove uma firme determinação a abandonar a sua própria vontade na Divina Providência e a entregar-se totalmente a si mesmos aos interesses de Jesus[9].
10 – Viver a vida ordinária de forma extraordinária. “Sejam extraordinários nas coisas ordinárias” é o lema que S. José Marello repetia muitas vezes aos primeiros Oblatos[10]. Ensinou e viveu com vigor esta máxima que segue os trilhos das pequenas coisas, de S. Francisco de Sales. Vendo seu comportamento tão semelhante a este grande santo, muitas pessoas do seu tempo o chamavam de “novo S. Francisco de Sales”[11]. Nas palavras e nos exemplos, ele demonstrou que a santidade pode ser alcançada não somente nas coisas grandes, mas, também nas coisas pequenas e simples, feitas com grande dedicação e amor. Com a sua espiritualidade de santidade ordinária, S. José Marello, como S. Francisco de Sales, pode ser justamente ser considerado um precursor do Vaticano II, da Lumen Gentium, na sua chamada universal à santidade exortando todos os a perseguir a santidade e a crescer nela “A prescindir das condições, deveres e circunstancias da vida de cada um” [12] (LG 41). Também no magistério de Papa Francisco ecoam os mesmos esinamentos de S. José Marello e S. Francisco de sales em Gaudete ed Exultate, com estas palavras: “Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra”[13] (GE 14).
11 – A dedicação total aos interesses de Jesus. Numa carta precedente de S. José Marello, que contém um esboço de seu projeto (Lettera 83, do 25 outubro 1872) para organizar a Companhia de S. José, uma associação de leigos que depois evoluiu até tornar-se uma congregação religiosa, a frase “os interesses de Jesus” aparece mais vezes[14]. Tal expressão tornou-se justamente parte integral do seu carisma apostólico[15]. Ele, então, diz que todos aqueles que desejam fazer parte desta companhia devem ter por modelo e inspiração, S. José: “Cada um toma as próprias inspirações do seu modelo S. José que foi o primeiro na terra a cuidar dos interesses de Jesus. Ele, que para nós o guardou quando criança, e o protegeu quando menino, e foi para ele como um pai durante os primeiros trinta anos de sua vida nesta terra...”[16]. Ele imagina que todos são convidados a esta companhia desde que cada um faça “a sincera promessa de empenhar-se, na medida de suas forças, em promover os caros interesses de Jesus”.Para conseguir a finalidade da companhia, ele explica: “Será, pois, tarefa da Companhia como corpo com uma fácil solidariedade entre todos os seus membros, promover toda ocasião propícia e procurar modos diferentes com os quais, na imensa variação das capacidades diversas, possa existir a cooperação de todos. Não existe lugar nem tempo em que não se possa fazer alguma coisa. Cada palavra – cada passo – cada desejo… pode ser a matéria prima dos interesses de Jesus”[17].
12 – O abandono à Divina Providência. S. José Marello viveu a sua vida e a sua missão com uma inabalável confiança na Divina Providência. A mesma palavra”Providência” é uma característica constante em muitas suas cartas e escritos. Exatamente como os santos do seu tempo (Cafasso, Cottolengo, Don Bosco, Bartolo Longo, Murialdo, Mazzarello etc.) que confiavam as grandes obras apostólicas deles à providência de Deus, S. José Marello igualmente viu que a realização de seu sonho de fundar uma associação de leigos, que em seguida evoluiu numa congregação religiosa, dependia inteiramente da Divina[18]. Ele queria também que a família religiosa por ele fundada vivesse com uma firme confiança na Divina Providência. Esta visão do Fundador a encontramos nas primeiras regras da Congregação (1892) que afirmam que os Oblatos, além dos serviços que já estão exercendo, devem estar prontos a assumir outras tarefas “que dia a dia a Providência indica[19]. Nesta ótica a compreensão que o Fundador tinha sobre a confiança na Divina Providência não é um simples fatalismo ou resignação, mas antes de mais nada o desejo de conhecer e fazer a sua vontade. Assim dizia aos seus irmãos: “viver cada dia esforçando-se de reconhecer em cada evento a vontade de Deus”[20]. Mais ainda, para o Fundador, adotando esta atitude de abandono total da nossa vida na Divina Providência é deveras “o mais alto grau de perfeição”[21].
13 – Um forte espírito de família que reflete o amor e a unidade da Sagrada Família. S José Marello contemplava com estupor como Jesus, Maria e José vivessem em Nazaré nas ocupações simples e ordinárias na carpintaria ou na cozinha gozando da recíproca companhia, acolhendo os hospedes e rezando juntos, e tudo era realizado em espírito de amor e de comunhão. Ele, então, propunha que fosse este o modelo da comunidade e da vida de família para a congregação por ele fundada. Os primeiros membros dos Oblatos de S. José aprenderam e viveram este forte espírito de família sob a orientação do Fundador e este mesmo espírito eles transmitiram através das gerações dos Oblatos em toda parte do mundo onde estão presentes. Viver este tradicional espirito de família, segundo as constituições da congregação, é a missão mesma de cada Oblato, isto é “manifestar ao mundo a importância da vida familiar e dar testemunho da unidade da Igreja e da realidade do Corpo Místico”[22].
- Corresponsáveis na missão comum
14 – Os leigos Josefinos Marellianos se comprometem, a participar ativamente à missão da Família Josefino Marelliana na Igreja que se origina do carisma apostólico de S. José Marello incluindo a expressão “cuidar dos interesses de Jesus” segundo o exemplo de S. José. Ao cumprir a vocação e missão deles, tomam a inspiração das palavras do fundador: “Não existe lugar nem tempo em que não se possa fazer alguma coisa. Cada palavra – cada passo – cada desejo… pode ser a matéria prima dos interesses de Jesus“[23].
15 – Inspirados pelas palavras di fundador bem como pelas indicações do recente magistério,os leigos Josefinos Marellianos, portanto, devem “ver a totalidade de suas vidas como uma missão” que é “inseparável da construção do Reino de Deus”[24]. Isto exige uma conversão da mente e do coração por uma sadia vida interior de oração para eliminar os interesses pessoais ou os interesses do mundo que são contrários aos interesses de Jesus[25]. Perseguir a própria fundamental vocação à santidade vivendo a vida de todos os dias de forma extraordinária em qualquer circunstância se encontrem, casa, trabalho, ou na própria vida individual, profissional, publica, é a missão fundamental que os Leigos Josefinos Marellianos se esforçam de realizar.[26].
16 – Os leigos Josefinos Marellianos consideram a própria vida familiar como o primeiro importante campo de sua missão na qual podem verdadeiramente encontrar e realizar os “interesses de Jesus”. Portanto, na missão deles de marido e mulher eles mostram o seu amor fiel e o respeito recíproco um pelo outro; na missão de pais eles exercem uma responsável genitorialidade cristã ao crescer os seus filhos para que se tornem bons cristãos e cidadãos do mundo; na missão de filhos para com seus pais mostram o respeito, o amor e o cuidado deles especialmente na terceira idade. Tendo a Sagrada Família de Nazaré como modelo deles, esforçam-se de construir a sua família com uma fé viva e com um forte espírito de comunhão e amor. Esforçam-se de fazer de suas casas uma verdadeira igreja doméstica e uma escola de santidade.[27].
17 – Partindo de suas potencialidades individuais ou em colaboração com a comunidade paroquial, os leigos Josefinos Marellianos empenham-se o mais possível no apostolado da família. Enquanto promovem o valor do matrimônio e a beleza da vida familiar através de seu próprio testemunho, também estão prontos a defender a santidade do matrimônio e a dignidade da vida humana desde a concepção até a morte natural. Para celebrar a fundamental importância da família, eles, sublinham duas festas importante do calendário litúrgico da Igreja: as festas da Sagrada Família (30 dezembro ou o sábado depois do Natal) e dos Santos Esposos ( 23 de Janeiro).
18 – Os leigos Josefinos Marellianos, seja como pessoas individuais, seja como membros de uma associação ou movimento reconhecidos como pertencentes à Família Josefino Marelliana, são chamados a ter uma “significativa presença” na comunidade pelo seu espírito e serviço Josefino Marelliano que tem por característica a prontidão na disponibilidade e a dedicação total a qualquer missão e tarefa que a divina Providência indicar para eles: “do trabalho vocacional à pastoral juvenil à catequese; à atenção às necessidades da paróquia ao trabalho a sustento das famílias ; da ajuda aos mais necessitados ao cuidado dos idosos e emarginados”[28].
19 – Com o único objetivo de servir aos interesses de Jesus, os leigos Josefinos Marellianos que são diretamente ligados na missão dos Oblatos de S. José (como leaders leigos, voluntários, catequistas nas paróquias; administradores, professores e pessoal das escolas; funcionários regulares ou voluntários nas casas religiosas, nas casas de retiro e em outras obras sociais), devem sentir-se agentes “corresponsáveis” na missão da Congregação. Portanto, conforme os papeis que tem e com todos seus conhecimentos e habilidades, se empenham a trabalhar responsavelmente, e em harmonia com os religiosos Oblatos com os quais se encontram[29].
- A formação
20 – Todo leigo Josefino marelliano aproveita com cuidado as oportunidades de ser formado na espiritualidade e na missão Josefino Marelliana. Fundamentalmente a formação Josefino Marelliana se orienta a ensinar, formar, e acompanhar os leigos: para responder à sua vocação fundamental para a santidade e a ter uma maior vontade de vivê-la segundo as circunstâncias e os estado de vida; para realizar a sua missão seguindo o exemplo de S. José e no jeito ensinado por S. José Marello. Nesta perspectiva, todo leigo Josefino Marelliano esforça-se de encontrar aquela unidade na sua vida “que se baseia de ser ele um membro da Igreja e cidadão da sociedade humana”[30].
21 A formação Josefino Marelliana procura realizar uma formação integral dos leigos que tem vários aspectos correlatos: espiritual, doutrinal, apostólico ou missionário. O programa de cada aspecto da formação é projetado e enriquecido pela espiritualidade e o carisma de S. José Marello. Então, uma sólida instrução sobre o Carisma espiritual e apostólico de S. José Marello é fundamental para que eles possam crescer profundamente nos outros aspectos da formação que são peculiarmente Josefino marellianos. .
22 – A formação espiritual ocupa um lugar privilegiado na formação Josefino Marelliana, e os leigos Josefinos Marellianos aprendem a valorizar a sua vida interior para que possam crescer continuamente na íntima união com Deus seguindo o exemplo de S. José. Eles além disso aproveitam todos os meios disponíveis para crescer na vida espiritual, sobretudo com um tempo regular de oração, na recitação do Terço, na meditação cotidiana com a Palavra de Deus, a Eucaristia, o sacramento da Penitência, na direção espiritual, nos retiros espirituais, nas peregrinações e nas devoções típica da família Josefino Marelliana.
23 – A formação doutrinal dos leigos Josefinos Marellianos se nutre com a sistemática apresentação da espiritualidade do carisma de S. José Marello, com um mergulho na sua biografia e nos escritos; com um estudo profundo da pessoa e da missão de S. José na história da salvação e na Igreja; com o conhecimento da fé católica pelos estudo bíblicos e textos do catecismo. Inclui também a presentação precisa da doutrina socil da Igreja.
24 – Uma importante fonte de material de formação é o Centro internacional Josefino marelliano de Roma, que publica livros e artigos sobre o estudos Josefinos Marellianos. O boletim mensal “Sementes de Espiritualidade Josefina” que o Centro difunde em cada província e delegação serve como instrumento importante para a formação permanente de tosos os leigos Josefinos Marellianos do mundo[31].
25 – A formação apostólica e missionária orienta a introduzir os leigos Josefinos Marellianos nas obras apostólicas da Congregação, a estimular neles o espírito apostólico e missionário Oblato e a treiná-los para as tarefas apostólicas ou ministeriais. Entre as formas de apostolado ou ministperio próprios dos Oblatos de S. José que os leigos Josefinos Marellianos deveriam conhecer e nos quais deveriam eventualmente se empenhar temos: a educação cristã dos jovens, o ministério pastoral nas igrejas locais (nas missões e paróquias), na promoção da devoção a S. José.[32].
26 – Viver segundo a espiritualidade Josefino Marelliana de abandono na Providência deveria orientar para uma firme vontade de conhecer a fazer a vontade de Deus. É, portanto, indispensável que a direção espiritual faça parte integrante da formação Josefina Marelliana dos leigos. Por isso, esta deve ser a eles disponibilizada não somente como privilegio mas também com direito, para que possam ser melhor ajudados a discernir a vontade de Deus na sua vida e cumprir a sua missão.
27 – Os responsáveis da formação Josefino Marelliana são plenamente conscientes que sua tarefa vem de Deus, e que eles nada mais fazem do que tomar parte ao trabalho divino da formação que o Senhor confiou em primeiro lugar para a Igreja. Por isso podemos afirmar que os leigos Josefinos Marellianos são formados pela Igreja e na Igreja com a colaboração dos religiosos e dos leigos.[33].
28 – Entre os responsáveis da formação Josefino Marelliana, os sacerdotes e irmãos Oblatos, que são os herdeiros diretos do patrimônio espiritual do fundador, tem o dever e a responsabilidade principal de cuidar da formação dos leigos em particular na transmissão da espiritualidade e do carisma do fundador[34]. Por outro lado, os leigos Josefinos Marellianos que receberam sólida formação Josefino marelliana e mostraram de viver autenticamente a sua vida cristã com um dinamismo Josefino Marelliano, podem também eles tornar-se responsáveis da formação. Além disso no decorrer da formação, os leigos Josefinos Marellianos deveriam lembrar que eles mesmos são responsáveis da própria formação, porque sem o seu empenho de crescer na santidade ao longo da vida, nenhum programa formativo poderá ser eficaz.
29 – Os religiosos Oblatos encarregados do apostolado dos leigos da província ou delegação tem o dever primário de cuidar da formação dos leigos Josefinos Marellianos. Devem formar um conselho- ou uma equipe- composto por religiosos oblatos e por leigos que será responsável pela programação e organização e para facilitar o trabalho, bem como pela revisão dos programas e das atividade da formação a nível local e provincial. No nível internacional, o conselheiro geral encarregado do apostolado dos leigos com a sua equipe assumirá tal função.
30 – Todos os que estão na missão da formação dos leigos devem lembrar o sprincípios pela da Christifideles Laici: “Antes de mais, a convicção de que não se dá formação verdadeira e eficaz se cada qual não assumir e não desenvolver por si mesmo a responsabilidade da formação, pois, esta configura-se essencialmente como « auto- formação ».A convicção, além disso, de que cada um de nós é o termo e, simultaneamente, o princípio da formação: quanto mais somos formados, mais sentimos a exigência de continuar a melhorar a formação; assim como, quanto mais somos formados, mais nos tornamos capazes de formar os outros.De singular importância é a consciência de que a ação formativa, ao recorrer com inteligência aos meios e aos métodos das ciências humanas, é tanto mais eficaz quanto mais for aberta à ação de Deus: só a vive que não tem medo de se deixar podar pelo agricultor é que dá mais fruto para si e para os outros”[35].
- A promessa de todo os leigos Josefinos Marellianos.
31 –Em comunhão com a Família Josefino Marelliana, cada leigo Josefino marelliano, depois de um bom período de formação, segundo as linha guias de cada província e delegação, pronuncia a promessa de empenho com a seguinte:
“Senhor Jesus, que nos convidas a seguir-ter, creio que teu amor me quer consagrar à tua glória e ao bem espiritual dos meus irmãos.
Ofereço-me ao serviço da tua Palavra e da Igreja; prometo como leigo Josefino Marelliano, dedicar-me a cuidar dos interesses de Jesus, na imitação de S. José, e segundo s indicações de S. José Marello, nosso Fundador.
Me comprometo a buscar a santidade vivendo a vida cristã na situação concreta da minha vida, em comunhão com os irmãos e as irmãs da Família Josefino Marelliana.
S. José, a Virgem Nossa Senhora das Dores, e S. José Marello me assistam e me protejam no meu propósito Amen.”[36].
32 –Nos tempos e lugares mais oportunos, os leigos Josefinos Marellianos renovarão devocionalmente sua promessa todo ano.
VI. A pertença dos leigos Josefinos Marellianos à Família Josefino Marelliana
33 – Vivendo a comum espiritualidade e a partilha do mesmo carisma apostólico de S. José Marello, os leigos Josefinos Marellianos sentem a profunda pertença à família Josefino Marelliana Com a forte presença dos leigos, a Família Josefino Marelliana torna-se realmente testemunha eficaz da “Igreja Comunhão”[37].
34 – A Família Josefino Marelliana é fundamentalmente edificada e unida em viver o comum espírito perseguindo a comum missão. Tal unidade é também representada pela figura do Superior Geral dos Oblatos de S. José sendo ele o direto sucessor de S. José Marello. Portanto, cada membro da Família Josefino marelliana encontra nele o ponto de referência do crisma do fundador.
35 – Para reforçar o seu liame familiar, os leigos Josefinos Marellianos se empenham em aderir e participar às atividades comuns da formação e a outras importantes celebrações da família Josefino marelliana seja a nível local, seja a nível de provínciadelegação, seja a nível internacional. Aqui lembramos as festas litúrgica que são significativas para a família Josefino marelliana: a festa dos Santos Esposos (23 de janeiro), a solenidade de S. José (19 de março), a festa de S. José Marello (30 de maio), a solenidade do Sagrado Coração de Jesus (sexta f depois do Corpus Domini), a festa e Maria das Dores (15 setembro), a festa da Sagrada Família (domingo depois do Natal, ou o 30 dezembro ) . A celebração do dia da família Josefino Marelliana de uma província ou delegação, numa destas datas importantes, é mesmo um momento que com certeza tornará mais vivo o espírito da família Josefino Marelliana.
A Coordenação dos Leigos Josefinos Marellianos
36 – Para promover a unidade e a colaboração (de forma especial no aspecto da formação, das obras apostólicas e da missão) entre os grupos dos Leigos Josefinos Marellianos ou entre as pessoas individuais, se torna necessário um conselho de coordenação a todos os níveis da realidade- local, provincial, internacional- da Congregação dos Oblatos de S. José.[38].
37 – A nível local o conselho de coordenação (no âmbito paroquial ou missionário) é composto por representantes de cada grupo de Leigos Josefinos Marellianos (conforme a lista do parágrafo 5) guiado por um religioso Oblato. Tem o dever e a responsabilidade de fazer planos, organizar, comunicar, facilitar, e animar as atividades comuns formativas e apostólicas entre os Leigos Josefinos Marellianos, reunidos em grupos ou como pessoas individuais a nível local.
38 – A nível provincial o conselho de coordenação é composto por dois representantes (um leigo e um religioso oblato) de cada conselho de coordenação local guiado por um religioso oblato que é o conselheiro provincial ou de delegação responsável dos leigos. Ele tem a tarefa e a responsabilidade de formular o programa comum de formação dos leigos Josefinos Marellianos da provínciadelegação e de acompanhar a sua realização a nível local Além deste programa organiza, facilita e anima as atividades formativas e as atividades apostólicas comuns entre os grupoa dos leigos Josefinos Marellianos, ou dos indivíduos, a nível provincial.
39 – A nível internacional o conselho de coordenação é formado por dois representantes de cada conselho de coordenação provincial (o oblato religioso encarregado dos leigos e o representante dos leigos), sob a orientação do conselheiro geral encarregado do apostolado dos leigos. Tem a tarefa e a responsabilidade de manter a unidade dos leigos Josefinos Marellianos no mundo todo e de infundir neles o espírito e o carisma apostólico do fundador, propondo e organizando programas formativos a atividades apostólicas em colaboração, a nível internacional. Também ele controla e avalia as atividades formativas e apostólicas dos leigos Josefinos Marellianos de cada província ou delegação. Tem, igualmente, a responsabilidade de criar uma rede de comunicação entre os leigos Josefinos Marelliano difundidos no mundo todo.
[1] Cfr. CONSTITUÇÔES DOS OBLATOS DE S JOSÉ 2012 (XVI Capítulo Geral 2012, n.d.), art. 3.
[2] Cfr. EXORTAÇÕES E RESOLUÇÕES DO XVII CAPÍTULO GERAL DOS OBLATOS DE S. JOSÉ, Agosto 2018, resolução n. 8.
[3] Cfr. Estatuto Geral da Associação Leigos Josefinos Marellianos (SLJM), 30 Maio 2010, art. 7, p. 9.
[4] Cfr. S. João Paulo II Christifideles Laici, 30 Dezembro 1988, n. 57, consultado 2 Julho 2019 em: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/en/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_30121988_christifideles-laici.html.
[5] Cfr. EXORTAÇÕES E RESOLUÇÕES XVII CAPÍTULO GERAL DOS OBLATOS DE S. JOSÉ, cit., delibera n. 8.
[6] Cfr. Francesco, Gaudete et Exsultate, Exortação apostólica sobre a chamada à santidade no mundo contemporâneo 19 Março 2018, n. 11, consultado 2 Julho 2019, in:
[7] Cfr. San Giuseppe Marello, Epistolario , Impressioni grafiche, Acqui Terme (Alessandria) 2010, p. 327.
[8] Cfr. S.Dalmaso, Biografia del Beato Giuseppe Marello, Libreria Editrice Vaticana, Roma 1997, vol. 1, p. 696.
[9] Cfr. M.Guinzoni, “Sulle orme di San Giuseppe Marello: La spiritualità giuseppino marelliana per la formazione iniziale e permanente”, in Studi Marelliani 10 (2018) 57-78.
[10] Cfr. S.Dalmaso, op. cit., p. 702.
[11] Cfr. M.Guinzoni, op. cit., 80; A.Geremia, Gli insegnamenti del beato Giuseppe Marello, Oblati di S.Giuseppe, Marigliano (NA) 1993, p. 80.
[12] “Lumen Gentium no. 41, consultad 2 julho 2019, in:
http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_en.html. Cfr. anche M.Guinzoni, op. cit., 80.
[13] “Gaudete et Exsultate, op. cit., n. 14.
[14] San Giuseppe Marello, op. cit., Lettera 83, p. 274-278.
[15] Cfr. M.Guinzoni, op. cit., 197.
[16] San Giuseppe Marello, op. cit., Lettera 83, p. 275.
[17] Ibid., p. 276.
[18] M.Guinzoni, op. cit., 180.
A[19] “Primeiras regras da Congregação de S. José (1892)”, em REGULAMENTO GERAL DOS OBLATOS DE S. JOSÉ
(CapitUlo Geral 2012, s.d.), p. 5.
[20] San Giuseppe Marello, op. cit., Lettera 71, p. 249.
[21] M.Guinzoni, op. cit., 183.
[22] CONSTITUIÇÕES DOS OBLATOS DE S. JOSÉ 2012, art. 8.
[23] Sâo José Marello, op. cit., Lettera 83, p. 276.
[24] Cfr. Francesco, Gaudete et Exsultate, op. cit. nn. 23 e 25; S. João Paulo II, in Christifideles Laici ”, cit., al n. 17 diz além disso: “a vocação à santidade é intimamente conexa à missão e à responsabilidade confiada aos fieis leigos na Igreja e no mundo”.
[25] Cfr. M.Guinzoni, op. cit., 195-204.
[26] Cfr. II Congresso Internacional dos Leigos Josefinos Marellianos i Documento Final, 25 Setembro 2005, n. 4.
[27] Cfr. Concílio Ecumênico Vaticano II, Apostolicam Actuositatem, n. II; cfr. s.Giovanni Paolo II, Christifideles Laici, cit., n. 40.
[28] Cfr. “ II Congresso Internacional dos leigos Josefinos Marellianos, op. cit., n. 4.
[29] Cfr. ibid., n. 3.
[30] Cfr. S. João Paulo II, op. cit., nn. 58-59.
[31] Cfr. EXORTAÇÕES E RESOLUÇÕES DO XVII CAPÍTULO GERAL DOS OBLATOS DE S. JOSÉ,n. 8.
[32] Cfr. CONSTITUIÇÕES DOS OBLATOS DE S JOSÉ 2012, art. 4.
[33] Cfr. S. Joaão Paulo II, op. cit., n. 61.
[34] Cfr. CONSTITUIÇÕES DOS OBLATOS DE S JOSE 2018, art. 83.
[35] S. João Paulo II, op. cit., n. 63.
[36] Cfr. EXORTAÇÕES E RESOLUÇÕES DO XVII CAPÍTULO GERAL DOS OBLATI DI SAN GIUSEPPE, resolução n. 8; e cfr. Estatuto Geral da Associação Leigos Josefinos Marellianos (SLJM), art. 9.
[37] Cfr. S. João Paulo II: no n.. 55 da Christifideles laici diz: “Na Igreja-Comunhão os estados de vida encontram-se de tal maneira interligados que são ordenados uns para os outros. Comum, direi mesmo único, é, sem dúvida, o seu significado profundo: o de constituir a modalidade segundo a qual se deve viver a igual dignidade cristã e a universal vocação à santidade na perfeição do amor. São modalidades, ao mesmo tempo, diferentes e complementares, de modo que cada uma delas tem uma sua fisionomia original e inconfundível e, simultaneamente, cada uma delas se relaciona com as outras e se põe ao seu serviço”.
[38] EXORTAÇÕES E RESOLUÇÕES DO XVII CAPÍTULO GERAL DOS OBLATOS DE S. JOSE, RESOLUÇÃO n. 8.